5.10.06

INCERTO

Não empilho sentimentos,
ou dejeto palavras de amor.
Não faço letra de cada lágrima,
não ao pé da letra,
lágrimas vem da cabeça.

Não escrevo, percebo,
recebo,
absorvo até o limite.
Pois só as pontas espetam.

Nivelo-me pelos desníveis,
aqueles difíceis de ver.
E limito-me também
Tão bem procuro...

Preciso o precioso,
que é o raro,
não o outro lado.
No lado igual me calo.

Meus intensos não os liberto a esmo,
deixo remoendo,
que quanto mais tempo por dentro,
mais reverberam por fora.

Verbos tem hora,
me deitam sobre o papel
e sem dormir se ajeitam.

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continuem visitando o blog de 7 cabeças,
essa semana, por exemplo, o site tá de cara nova
e tem um divertido poema do Múcio pra mim

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Outra coisa dessa semana:
O Wilson Guanais resgatou um poema meu que adoro e lançou
lá no outros poemas. Recomendo o blog, tem muita gente boa lá!

31 comentários:

Katheryne disse...

Olá Leandro, é que acordadas as palavras ganham vida própria.... se acordas por alguém como vc. Lindo poema, beijo carinhoso KAthy

Arnaldo Delgado disse...

Tentar expressar em palavras algo que está preso dentro. Latejando. Comprimido. Sufocado. Ao que me parece, seus poemas estão à beira da explosão - revelando um outro universo, que só se deixa entrever pelos cacos. Boa tentativa. Bom, pelo menos eu gosto.

Múcio Góes disse...

"Verbos tem hora,
me deitam sobre o papel
e sem dormir se ajeitam."

Que fecho! Muito bom teu poema; senti um certo "mostrar de avesso", com sutileza e poesia.

[]´s

Anônimo disse...

Uma prece pequena e perene ecoa em todo poema. Neste seu o encontro da dor com o mundo não é casual nem fosco, posto que brilha.

Saudações, poetamigo.

Marcellinha disse...

O que vem de dentro sempre vem melhor!
Bjo, bjo

Keila Sgobi disse...

Incerto?
Com tantas certezas do nascer das lágrimas
do valor das lanças e lances vívidos
e solidões sinceramente regurgitadas
nada é mais certo que a companhia que a palavra é

Bela Lachter disse...

Ah!
Pode deixar que agora eu vou comentar!
Como vc tá?
Tem muito tempo que a gente não se vê!
Tb adorei tudo que li aqui! e poema Ora hora principalmente!!!
bjs
E vai lá no imediatamente que tem coisa nova!

André Lasak disse...

Ôpa!

O Quimera Ufana faz um ano de vida, mas quem ganha é... ele mesmo!

Venha conhecer o novo layout!
http://www.quimeraufana.blogspot.com

Abração!

Nanna disse...

That`s it!

Perfeito...

Beijos, dear...
:)

Mauricio disse...

Olá Leandro,

Valeu pela visita. Ótimas poesias!

Espero que tenha um finde legal!

Continuamos nos visitando.

Loba disse...

O poema é todo interessante, mas vc o finalizou de uma forma tão maravilhosa que, relendo o poema, ele ganha novas forças! Legal demais.
Beijocas

marcia xavier disse...

ô, e nessa se vão noites, noites e noites!!!
Bjos

Carol M. disse...

Lê,
Final genial! Não disse? Você está ficando melhor.

Besos, besos, besos!
Carol

Octávio Roggiero Neto disse...

Oi, Leandrô! (o ^ é proposital e denota amizade)
Um dos projetos é a camiseta-poema, que já haviamos comentado. Um outro, é a distribuição de poemas pelas ruas aqui da cidade. Um terceiro, que estou pensando como poderia fazer, é talvez a reunião dos trabalhos dos blogueiros em uma antologia poética, com livro convencional, e por aí vai...
Muito obrigado pela lembrança lá no primícias poéticas!
Ontem me encontrei coa Keila e com o Fejones num evento aqui de São Paulo, adorei a companhia deles!
Pena que não somos os blogueiros todos de uma mesma cidade, porque seria sensacional podermos reunir todo o pessoal, né?
Té mais!
Abraço com braços de elástico!

vanessa_fmc disse...

Os verbos têm hora... E como têm... Poesia brilhante do início ao fim!!!

pedro pan disse...

, incertezas e certezas em o caminhar. lágrimas vem, vão até voam...
|abraços meus|

Wilson Guanais disse...

olá, passando aqui pra deixar um abraço.

Marla de Queiroz disse...

Uma conclusão arrebatadora. E uma reflexão: acho que no lado igual nem sempre me calo.É que têm palavras que querem dizer mesmo assim, sem elaboração...Mas isso sempre incomoda.

Beijo.

Anônimo disse...

Muito bonito seu poema!!!!

Luzzsh disse...

Oi Jardim,

"Verbos tem hora" sim: sempre a hora do agora.

Lindo!!!

Bjs...
(Também tô lá com vc e tantos outros queridos no 'outros poemas' do Guanais...)

remosaraiva disse...

Sabe o que eu mais gosto na sua poesia, camarada?? O ritmo!! A música te acarinha muito nesse sentido - que bom!!


Abraços!!

REMO.

douglas D. disse...

gostei muito da cadência...e o fecho é bom demais!!
abs.

Rayanne disse...

Reverberando ficou, aqui. Forte demais. Gostei.

**Estrelas**

Márcia(clarinha) disse...

E nesse dançar vão e vem e vão e vem...
lindo!!
beijosssssssss
Recebi o convite [ainda não sei ao certo] mas parece que estarei fora do RJ,adoraria fazer parte desse grupo de feras...vô tentar

Ariane disse...

certamente
precisamente
belos versos
bela mente

Ariane disse...

minha gaya é um bocadinho longe do Rio...
mas adoraria juntar-me a esta divina trupe, quem sabe, se um dia fizerem uma convençãozinha aqui pelas bandas do Ceará, nos encontraremos...
beijos

desassistidas disse...

Parabéns pelo poema Leandro, mto bom ler estas palavras.
Bom feriado...
abraços,
THA

Mary disse...

Adorei seu blog,gosto muito de ler mensagem e poemas.
Grande beijo pra vc e tenha um ótimo feriado

Mauricio disse...

Diga Leandro,

Muito bom, parabéns!

Um abraço

Ellemos disse...

Nossa! Adorei a última estrofe!

Beijos!

Romilda disse...

Leandro, amei o último verso...
"Verbos tem hora me deitam sobre o papel e sem dormir se ajeitam"
Que seu verbos continue sem hora e que assim muitas sementes sejam plantadas e q se transformem nos belos frutos para que nós possamos continuar nos deliciando!
Parabéns Poeta!
bj
Romilda Santos