9.4.07

A FERNANDO PESSOA

Se vario o que leio
meu enleio é vário,
meu caminho é o do meio,
por mil meios caminho.

Se misturo influências,
eu sou rio de afluentes.
Se eu rio do que pensas
ou me estouro estridente.

Se exercito meus dedos
ou o senso recito,
não me isento ao que devo
e exemplos habito.

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16 comentários:

Carol Marossi disse...

Gostei bastante, taí um que eu gostaria de ter escrito. Porém, vou pitacar pra variar, viu? Pode reclamar, hahahá!

Segunda estrofe: no segundo verso eu tiraria o "eu"- parece que tirou um pouco da força da imagem que você descreveu (muito bacana, por sinal).

Na terceira estrofe colocaria o pronome "me" depois do "se" (partícula "se" atrai o pronome). E no último verso colocaria o "eu": "e exemplos eu habito". Acho que assim fica mais forte.

Beijos e boa semana, jardineiro!

Janaína Calaça disse...

O melhor é ser plural, sem ser no entanto um corpo que não deixa marcas por onde passa. O melhor é deixar os olhos visitarem caminhos diversos e dele recolher aquilo que há de mais importante, não para os outros, mas para aquilo que você determinou pra si mesmo. Melhor é ter braços assustadoramente abertos, para alcançar pontos que fechados e ranzinzas você não conseguiria nem tocar suavimente. Melhor é devorar e desse devoramento, vc tirar energia e vida para sua arte, para seus caminhos, que serão devorados e escolhidos por outros.

Beijos

Jana

Carol Marossi disse...

Entendo, mas eu se fosse você não me apegaria à métrica desse jeito. É bobagem! Poesia boa não precisa necessariamente caber em caixinhas, sabe? Ser tecnicamente perfeita. É o que eu penso, pelo menos no que tange à métrica. O ritmo, bem, isso já é outra história.
Sobre as 6 "sílabas", vou ver isso com calma e depois te dou um feedback, oká?

Seria uma correção. Não quis ser indelicada que essas coisas são chatas.

Beijos!

Leandro Jardim disse...

Corrigido!

:D obrigado... essa não era pra qualquer um!

Quanto a métrica, é tão raro eu me aventurar pra esses lados que, apesar de aceitar de bom grado a dica, não abrirei mão.

Pedro Paulo Pan disse...

, vários meios. vários caminhos...
|abraços meus|

Elenita disse...

http://acasosafortunados.blogspot.com/

Mudei =)

Beijão.

Adriádene Cavalcante disse...

Só passei pra agradecer a recepção no Sete Cabeças, e dizer que apesar da escassez de comentários, há tempos já sou tua fã. Beijos mil

Luzzsh disse...

Varie querido...

"Variar é preciso".... ;)

Beijos....

Rayanne disse...

Querido!!!
À influência vária,
Pessoa, Drummond, Quintana ou Hist,
Eu só sei que teus poemas provocam
um fenômeno de intensidades ao sentir. Sds.

***Estrelas***

Lubi disse...

Ahhhhhhhhhh, Fernando Pessoa. Amo demais!!!

Gostei muito do poema. "... Eu sou rio de afluentes./ Se eu rio do que pensas/ ou me estouro estridente." Me vi quase refletida nessa água.

Beijo.

PS: lubiprates@gmail.com

Ricardo Rayol disse...

Caraca, que hábil jogo de palavras. Confesso que fiquei com inveja. Show de bola.

Lubi disse...

Quero respirar novas flores!

Um beijo, querido.

Angelo disse...

Textos interessantes, alguns densos, variação boa...

Anne Baylor disse...

OLá!!!
Que prazer conhecer tuas letras e músicas.. Coisas que gosto muitíssimo...

Amplexo assaz.

Múcio Góes disse...

que Pessoa linda, Jardim.

adorei.

[]´s

Ellemos disse...

Adoro! Ainda mais quando é tua voz com teu carioquês que lê pra mim!

Beijos!