13.1.09

Noite

Dizer o que sinto
à noite que desce
não me comove.

Segredar o que conto
às estrelas erguidas
não me incomoda,

nem o que sonho
logo que acordo
tira-me o sono.

O que dói-me no breu
é aquilo que dorme
de seu.

21 comentários:

Duda disse...

um belo poema silencioso!

tenho a impressão que daria pra transformá-lo numa canção.

abraços

Clauky Saba disse...

o breu é o cantinho particular
das palavras e sentimentos
guardados entre comoções e segredos

bjim

Ariane Rodrigues disse...

Leandro,

tens plantado algumas flores lindas por aqui... Colhi algumas pra mim !!!

Abraço!

Márcia Engel disse...

Rimas muito bem plantadas, adorei.

Beijos.

Marrí disse...

O que dorme de seu
chamo indizível
.
.
.

Que ares interessantes encontro aqui...

*Umas alegrias a mais*

Lubi disse...

UAU, Jardim.
Que lindo.

Quanto tempo.
Quanta saudade.

Beijo.

J.F. de Souza disse...

Os últimos versos são PERFEITOS!

1[]!

douglas D. disse...

muito bom!

Fabiana disse...

Oi, Leandro! Como sempre, bom passear pelo seu jardim. Bonito poema de amante ;-)
Indiquei seu blog ao Prêmio Dardos: não tem estatueta, nem tapete vermelho e se você aceitá-lo vai ter o pequeno trabalho de passá-lo adiante. Então, é mais um presente com carinho mesmo. Beijo.

Bruna Mitrano disse...

Concordo com J.F.: a última estrofe faz a gente sentir aquela coisinha no peito, um incômodo bom.
Dói o que fica do outro, de quem vai.

Múcio L Góes disse...

o breu do poeta é eclipse, e isso é poesia.

o bom Jardan!

=]

Sabrina Sanfelice disse...

O que dorme continua latente. Um dia acorda, mesmo que seja em camas alheias!

Beijo para vc e suas palavras!

Dayana Araujo disse...

adorei ^^
tanto, tanto que "plantei" no meu blog se não se emporta =]

Abraço ^^

Aline Aimée disse...

Hum, calou fundo a última estrofe. Acho que todo mundo já passou por isso, não é mesmo?

Paulo Viggu disse...

Ando com a alma guardada na montanha. Ando pela cidade, vez em quando, veloz. A saudade é a mesma. Abraço - Paulo Viggu

adrianna coelho disse...


leandro,

essa noite tbm ruge, não é?

adorei o poema!

Sofia Fada disse...

oi, vim até aqui por indicação da Paula Cajaty, com quem realizo trocas poéticas já faz algum tempo. e que boa surpresa, adorei seus poemas. depois virei até aqui de novo para ler com mais calma.
bj

Ramon Alcântara disse...

A insônia nunca volta a ela. Tire o tapa-olho.

Rayanne disse...

Magnífico, jardim!

daquelas flores perfeitas.

**Estrelas**

Guanabara disse...

Não sou do tipo que comenta em blogs, mas eu tive que te dizer que os últimos versos ardem: muito bons!! (o poema todo, na verdade...) abraço

Ianê Mello disse...

..."aquilo que dorme de seu"

Linda imagem.

Estou te seguindo.

Bjs.