31.5.06

A.

.
Um belo dia, um feio poeta
Na iluminação de um minuto
Achou por fazer a menor poesia do mundo
Nem título teria, abriria mão de muito

Na folha branca recém estirada
por uma mão sorridente e olhos arregalados
fez-se um "V" de cabeça-pra-baixo
que, após, por um traço foi cortado

Eis que lá estava renascida a letra "A"
E pronta já estava afinal
E ponto final

Ah! quanta beleza continha
quanto sentido há
seu fonema sozinho já era um poema
tinha prazer, relaxamento e pena

A vogal primeira
A que mais abre bocas
A letra primeira
Ambígua termina má e boa

Ah, mas nessa história que acabo de contar
verdade não haverá
A não ser que essa lida consiga acordar
um suspiro, um bocejo ou um gargalhar

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Atendendo a pedidos, um poeminha mais leve!

19 comentários:

Aline disse...

Eita que esse é belo!

Bjos.

Assim é, se lhe parece disse...

Bem leve... Gostei, uma fugazinha...
Um abraço meu amigo poeta!

Essas letras A's... sempre abertas...
abraços (again)

Ellemos disse...

Essa lida acordou uma coisinha boa aqui bem dentro...

A termina também bela poesia...!

Bj, querido!

P.S.: Sabe, as reticências pingando da taça invertida só vieram depois do seu primeiro comentário...

Clarice disse...

Adoro essas brincadeiras. Daria para brincar assim de letra em letra. Sorriso pra ti

Leandro disse...

A

vanessa disse...

Um belo dia
Um não feio poeta me pôs a pensar
Eu duplico a letra V
Viro só a segunda para baixo
Lados opostos se completam, eu acho
Acrescento um traço
O primeiro se abre para o céu
O segundo se fecha para o chão
E se a seta aponta para cima
Eu quero mais

VA

Mary disse...

E o A está lá... No suspiro, no bocejo, no gargalhar... :)

Perfeito!

Bjus.

Nanna disse...

Ahh,
[h]A
em todo lugar!
[h]A vida.
[h]Amor.
[h]A,
toda hora.

Beijos...

Márcia(clarinha) disse...

Com A se vive no Amor e se chora no Amargor, se brinca de Amarelinha e se recolhe na Almofadinha, se Admira com Amigos e se Alegra desejando um feliz dia.
beijosssssssssss

A czarina das quinquilharias disse...

e todo mundo que lê o poema, pensa um pouquinho até que, finalmente, entende. e diz: aa.
abraços :)

Larissa Marques disse...

E se perder é quase tão difícil quanto se achar, adorei o tom leve do poema!
Beijo!

pedro pan disse...

, o fonema sozinho. a, jazz era poema.
a, até o finalizar, afinal.
|abraços meus|

Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Opa!
Abraços do *CC*

Aerodrama disse...

Muito belo!!! Consegue criar imagens e sensações que se completam a cada frase!!! Muito bom mesmo!!!!
Acredito que suspiro foi o resultado.

Um grande abraço,
Aerodrama.

amor-fati disse...

muito bom. me agrada coisas "simples" assim. leve e sucinto. parabéns!

Larissa Marques disse...

Quero falar de você no caleidoscópio, se quiser, me escreva no e-mail:
larissapin@hotmail.com

Marcellinha disse...

AAAHHHH!!! Q gracinha... esse foi fácil... adorei!
Bj

l. rafael nolli disse...

Camarada, te linkei em meu blog. Existe uma verdade muito grande, ao dizer que há poesia dimais numa única vogal solta numa folha em branco, sobretudo se pensarmos na quantidade de significados que desdobram dali. Gostei dimais do urbanismo e natureza! Abraços.

Lia Noronha disse...

Lendo suas palavras...conseguimos viajar junto com a idéia...linda poesia,gostei!
Abraços diretamente do emu Cotidiano.