27.5.06

TRILOGIA DO LAMENTO - PARTE III

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TARDE
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... e me faço em pensamentos
ameno
a menos que sinta o que lembro
ainda que longe Setembro

se tempo, há menos
lamento
de lá
de lá lá lá
e fiz canto
no pós longo pranto

agora sirvo suave
em pratos finos
e gosto findo de aves
inicia-se Agosto

e na hora agá
já depois do almoço
após o quente do chá,
pinto a chave da mente
e ponto.

18 comentários:

Marcellinha disse...

Gostei da analogia com os meses do ano, e c/ as horas do dia...

Vanessa disse...

Que o ponto marque ao final da tarde apenas o início de uma nova noite mais leve, com menos lamento e mais conforto. Beijo!

Ellemos disse...

Ah! se todo lamento terminasse em tão belos versos!

(Rapaz, você está muito rápido...! Não estou conseguindo acompanhar essa velocidade...)

Bjs.

as_estrelas disse...

nossa que lindo,
como eu gostaria de escrever coisas assim
escrevo de forma diferente, mas não com tanta poesia...
parabéns
sompre vou passar aqui pra dar uma olhada

Aline disse...

Menino bonito
Menino bonito ai...

Escutei todas as músicas e gostei muito de Bobagem.

:)
:*

A czarina das quinquilharias disse...

e o lamento vai sumindo, esfriando, que nem o embaço da lente do óculos do vapor do chá. (dodedidodá...céus, eu sou boba assim mesmo)

eduardo disse...

Poema bonito!!!
http://dudve.blogspot.com
http://cartasintimas.zip.net

Clarice disse...

Um lamento dividido dói mais que um lamento único...
Um lamento dito em versos onde o músico ensina o tom.
Um lamento que encontra a saída onde se completa.
E deixa de lamento ser.

Muito muito muito bom.
Carinhos

pedro pan disse...

, & ponto pinta. é um agosto suave. de setembro leve. prantos de pensar. e faz cantigas.
|abraços meus|

A czarina das quinquilharias disse...

puxa, valeu.
virei aqui com bastância também. :)
bjo!

Márcia(clarinha) disse...

De lá se fazem cantos que em prantos cá se esvaem.
Perfeito e ponto!
lindo domingo querido,
beijossssssss

Melina disse...

Mesmo tarde, nunca é tarde pra comentar. Ou ao menos, lamentar não tê-lo feito antes.
E se mesmo assim, na hora agá (não depois do almoço, mas depois do jantar... É noite, já!), não sobrar o que dizer, que fique o quente do chá e dos seus versos. E ponto.

Leandro disse...

Lamnto não ter visto os textos antes,
muitos bons
Parabens!!

Mary disse...

Adorei a trilogia! :)

A manhã preguiçosa, a tarde descompromissada e a noite mais dolorida...

Beijos!

Rayanne disse...

Tão bonito e tão sereno
Não fosse esse alfinete amargo
Cerzindo a tarde em tom bem triste.

Poema cinza-azulado.

Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Opa!
Gostei.
*CC*

Nanna disse...

Palavras-sentidas
[tempo inteiro]

Voltarei. :)

Anônimo disse...
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