30.4.08

Aires tuyos

Tão fácil perceber na solidão
multidões, tão incômodas
quanto os milhões.
Quando dói o um que sou,
é por mais um e só:
a imensidão de dois,
os infinitos nós.

Abril de 2008
(da série Poemas Porteños)

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Inauguro, assim, aqui e no Blog
de Sete Cabeças uma temporada
de Poemas Porteños. Atualizei
a semana de convidados por lá
com um poema do porteño Borges.

11 comentários:

Sandra Regina de Souza disse...

lejos... pero acerca, siempre hay un verso a decir! Me encantan muchisimo los poemas porteños! besos!

Beto Matos disse...

Obrigado pelo comentário destro em meu blog canhoto.
Por aqui, como de costume, tudo inspira, tudo expira letras, sentidos, direções e sentimentos.
Grande abraço!

Germano V. Xavier disse...

Olá, meu caro Leandro!

Paasei por aqui...
Gostei do blog!

Abraços pernambucanbaianos...

Germano
www.clubedecarteado.blogspot.com

Dauri Batisti disse...

Encontros com portenhos são sempre bons encontros.

Luiz com Z disse...

Diós mío, pra conseguir ficar triste em Bs. As., só por muito amor. Espero que dê tudo certo, colega de letras! Abraço!

Jacinta disse...

os infinitos nós é de dá nó no olhar quando se vê um no todo da multidão, mas a dor da solidão é sentida pelo Eu, por mais que o Eu esteja entre a multidão.
Abraços
Jacinta

C. disse...

de nada, moço!
=]
virei sempre que a a correria da vida me pedir pra parar um pouco e passear n'um jardim... =**

Carol Marossi disse...

Está bem legal isso aqui, hein Lê?
Bom te ver escrevendo a todo vapor.

Beijocas!

Ramon Alcântara disse...

Impossível não continuarouantecipar (quando o tempo poético não se mede):

Eu sou um nó

eu sou um nó
de tantos nós
outros formado
com você.

eu sou um só
de tantos sós
outros acompanhado
por você.

eu sou um pó
de tantos pós
outros incorporado
de você.

eu sou um dó
re mi fa e só
você me ouve,
só você.

todo nó eu sou
entre eu mesmo
e você: meu amor.
todo nó, todo amor
todo nós, todo amor.

Ramon Alcântara

Dauri Batisti disse...

Fiz um destaque para o seu blog no essapalavra (que fica por uns dias)

Rodolfo disse...

POis é, rapaz, a solidão em meio a uma multidão é uma sensação que nos toma a respiração. Muito bom, teu texto.
Tenho um, que diz assim:

***************
somos, sois, são

únicos
e, ao mesmo tempo,
tantos
****************
Um abraço!