20.3.10

Passatempo

À hora em que falta
encanto à altura
da vã poesia,
alegria ou loucura,

escrevo uma carta
em versos, aberta
a ver se completa
o instante de graça;

um júbilo alcanço
e logo ele passa
à memória que lanço
em letras na pauta.

É nesse momento
que o efêmero esgarço
de um vão pensamento
num canto que guardo

no bolso, no peito,
em forma de imagem,
tal hora que enfeito
de eterna passagem.

14 comentários:

José Rosa (ZeRo S/A) disse...

Musical...gostei.

J.F. de Souza disse...

passatempo de poeta... excelente!

1[]!

Estrela Peregrina disse...

vou linkar seu blog. visite o meu. só de poemas, também.

Renata de Aragão Lopes disse...

Encantador, Leandro!
Poema candidato a canção! : )

Beijo doce de lira.

Marcio Rufino disse...

Querido Leandro,

É com muito prazer que visito este seu poético blog de muito bom gosto no visual e sobretudo no conteúdo. Tens no seu poetar uma erudição concisa, charmosa e envolvente. Que pega o leitor de forma formal sem ser piegas. Muito equilibradamente. Adorei. parabéns pelo grande poeta que eis. Fica o convite para visitar http://emaranhadorufiniano.blogspot.com e http://po-de-poesia.blogspot.com e deixar por lá seus valiosíssimos comentários que para mim seriam muito importantes.

Vamos continuar mantendo contato

Nos conhecemos no sarau da livraria da travessa. Lembra? Rsrsrs

Abrçs!!!

Sílvia disse...

Há muito que não lia um poema tão mexido, gostei. Deu uma certa música à poesia.

Beijo

Simplesmente Outono disse...

Certezas assustadoras, contundentes além do suportável. Magnitude: palavra perfeita visto tamanha grandeza de sentimentos. Corroboro com evidente verdade. Em determinado momento da história a vida nos impõe o seu basta esgotando toda e qualquer possibilidade de lutar contra. Perdermos as forças e involuntariamente abrimos a guarda. Assim, um dilema foi estabelecido. Com extremo carinho e respeito do mesmo Outono de sempre.
Lutar contra: dor infinitamente maior do que lutar a favor.
Quando a luta é a favor não há dor, esta é a verdade.
Por muitas vezes "secar" é preciso já que o peso do ressecamento traz consigo a arte, a magia da renovação e esta sim não têm preço.

Simplesmente Outono disse...

Saudade das tuas letras em minha estação. Se puder não suma ou pelo menos não por tanto tempo assim. Inclui o teu contato no e-mail do blog. Só peço, por favor, que não divulgue, já que é algo bem restrito. Breve estará recebendo algo meu. Com carinho, Simplesmente Outono.

Can-See disse...

Que bonito...:)*

Juan Moravagine Carneiro disse...

Achei aqui através de outros espaços e gostei muito...

Voltarei com frequência...

abraço!

Ramon Alcântara disse...

A eterna passagem que sempre caminha.... finitude/infinitude e a plenitude da ação.....

Bruna Mitrano disse...

Faz tempo que eu não visitava seu blogue.
É bom voltar. Gosto daqui.

Analuka disse...

Ótimo poema! A poesia, assim como felicidade ou prazer,vem, muitas vezes, em cintilações ou lampejos... que, embora fugidios e efêmeros, deixam suas impressões e marcas! Beijos pintados e alados.

Sylvia Araujo disse...

Ah, que delícia, Leandro!
Cirandei aqui! :)

Beijoca, rapaz!