17.3.06

TRILOGIA ÀS PALAVRAS

I.
Encha-me de palavras,
que só falarei quando transbordar.

II.
De agora, sim,
só me entorpecerei de sentimentos,
evacoarei palavras,
e secarei por fora e dentro.
Me ofereço às favas.

III.
Qualquer palavra que esteja saindo
que leve essa sensação consigo.
Não tema qualquer perigo
e cumpra o papel, amiga,
de documento do que há em vida
e prova de que há saída.

3 comentários:

Melina disse...

Sua poesia é bonita, simples. Provoca uma reação estranha em mim. Uma vontade de doar todas as palavras que conheço só para poder ler outro poema assim.

Leandro Jardim disse...

a recíproca é verdadeiríssima!

Anônimo disse...

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