21.11.06

SUBVERSONETO* À EMOÇÃO INTENSA

.

Um turbilhão de emoções agora - do meu peito jorra
Minha vontade é que ele te inundasse
Assim como minha aura te abraça quando estás por perto
Assim como quero e não que tudo passe

Seria assim como um presságio
Do iminente fim do estágio
Por onde vim sempre descrente
E segue em mim daqui pra frente

Como a mudança que não muda
E a grande luta sem combate
É atingir o prazer - no inatingível

Há tanta ação no sentar de um buda
E tanto diz um cão, que só late
Que sofrer faz parecer incrível

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*Sobre SUBVERSONETOS

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use a cabeça
pelo menos uma
do blog de 7

23 comentários:

A czarina das quinquilharias disse...

:D
brigada brigada brigada!!!
(l) ---> (copia e cola no msn)
muahaha
lindo. bjo.
claudinhanhanhanhanhanhá

paulo vigu disse...

O buda senta a bunda devagar, penso eu; o latido de um cão pode falar muito enquanto uivo; sofrer realmente parece incrível, isso pra transcrever apenas três pontos do turbilhão de emoções de Leandro Jardim. Riodaqui/ abraço aí / Paulo Vigu
Liguei e celular não atendeu.

Poeta Matemático disse...

Hum...

Gostou muito do que tu escreve, hombre, aqui e no blog de sete. A Aline me mostrou umas coisas suas com voz e violão e gostei muito. Virei tiete (macho) também...

Quando ao post, está muito bom. Vc brinca muito bem com imagens mentais...

È isso, abraços

Marla de Queiroz disse...

"Há tanta ação no sentar de um buda"

Amo isso.

Beijos,

vanessa_fmc disse...

Vou destacar a 1a estrofe
por jorrar versos e emoções,
inundando leitores e seus corações
Assim como quer, não chore.

Beijo grande!

Nanna disse...

Dedicação perfeita pra perfeita dedicada...

Risos!

Beijos aos dois!
:)

Marcellinha disse...

É muito bom qdo diz: "Assim como quero e não..." e "Como a mudança que não muda". Adoro paradoxos! Lembrei da música da Corinne: "The more you seem to change, the more you feel the same." ADORO!
Bjs bjs

Mônica Montone disse...

Leandro, querido, o Gular diz tem um poema que gosto muito onde diz que sofrer não diferencia os homens dos animais, porque os ratos também sentem dor. Forte! rs*

beijos e uma ótima semana,

MM

ps: obrigada pela visita ao Fina Flor! Volte sempre!

Rayanne disse...

E tão diz um cão, que só late, que seria mesmo incrível que sofrer,
Também não fosse parte...

**Estrelas**

Juliana Marchioretto disse...

atingir o prazer... inatingível?!

por vezes sim....

belo texto

beijo

Bela Lachter disse...

Ah, te ad-roubei pros meus passeios...
Beijos

nagila disse...

LEANDRINHO
QUE SAUDADONA DAQUI
SABE FIQUEI PENSANDO

MANDAR POESIA PARA QUEM NÃO SABE LER QUE NUNCA A SABERÁ LER
É COMO AMAR QUEM NÃO NOS AMA
NÃO ADIANTA
É SÓ SOFRIMENTO
POR ISTO ESOTU MANDANDO ESTAA AQUI PARA TI
E PARA QUEM TE LE
BOM AMIGO QUERIA TE MANDAR UM EMAIL MAIS AINDA NÃO SEI QUAL É O SEU
E NO MEU AINDA NÃO VEIO NENHUMA MENSAGEM SUA

ABRAÇOS


EU ETIQUETA



Em minha calça está grudado um nome

Que não é meu de batismo ou de cartório

Um nome... estranho.

Meu blusão traz lembrete de bebida

Que jamais pus na boca, nessa vida,

Em minha camiseta, a marca de cigarro

Que não fumo, até hoje não fumei.

Minhas meias falam de produtos

Que nunca experimentei

Mas são comunicados a meus pés.

Meu tênis é proclama colorido

De alguma coisa não provada

Por este provador de longa idade.

Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,

Minha gravata e cinto e escova e pente,

Meu copo, minha xícara,

Minha toalha de banho e sabonete,

Meu isso, meu aquilo.

Desde a cabeça ao bico dos sapatos,

São mensagens,

Letras falantes,

Gritos visuais,

Ordens de uso, abuso, reincidências.

Costume, hábito, permência,

Indispensabilidade,

E fazem de mim homem-anúncio itinerante,

Escravo da matéria anunciada.

Estou, estou na moda.

É duro andar na moda, ainda que a moda

Seja negar minha identidade,

Trocá-la por mil, açambarcando

Todas as marcas registradas,

Todos os logotipos do mercado.

Com que inocência demito-me de ser

Eu que antes era e me sabia

Tão diverso de outros, tão mim mesmo,

Ser pensante sentinte e solitário

Com outros seres diversos e conscientes

De sua humana, invencível condição.

Agora sou anúncio

Ora vulgar ora bizarro.

Em língua nacional ou em qualquer língua

(Qualquer principalmente.)

E nisto me comparo, tiro glória

De minha anulação.

Não sou - vê lá - anúncio contratado.

Eu é que mimosamente pago

Para anunciar, para vender

Em bares festas praias pérgulas piscinas,

E bem à vista exibo esta etiqueta

Global no corpo que desiste

De ser veste e sandália de uma essência

Tão viva, independente,

Que moda ou suborno algum a compromete.

Onde terei jogado fora

Meu gosto e capacidade de escolher,

Minhas idiossincrasias tão pessoais,

Tão minhas que no rosto se espelhavam

E cada gesto, cada olhar

Cada vinco da roupa

Sou gravado de forma universal,

Saio da estamparia, não de casa,

Da vitrine me tiram, recolocam,

Objeto pulsante mas objeto

Que se oferece como signo dos outros

Objetos estáticos, tarifados.

Por me ostentar assim, tão orgulhoso

De ser não eu, mas artigo industrial,

Peço que meu nome retifiquem.

Já não me convém o título de homem.

Meu nome novo é Coisa.

Eu sou a Coisa, coisamente.

Carlos Drummond de Andrade.

Tahkren disse...

yeap.

Me senti igual escarrado e cuspido no que tá escrito aí.

Yeap...

Ellemos disse...

Ah... e como estou sofrendo, querido, porque não poderei comparecer ao grande encontro...

Muito obrigada mesmo pelo convite!

Grande beijo!

pedro pan disse...

, e assim as auras se abraçam e causam alegrias...
|abraços meus|

Cristina Loureiro dos Santos disse...

Parabéns pelo blog.

Difícil escolher os poemas a comentar, são todos muito bons.

:)

Múcio Góes disse...

Putz, esse Jardim é cheio de belezas... muito bom!

[]´s

ariane disse...

passo por aqui rapidinho, fugida do tempo, só pra mandar um grande beijo e agradecer seu carinho...
depois venho com calma ler seus escritos...
bjs

Cecília Braga disse...

"Um turbilhão de emoções agora - do meu peito jorra
Minha vontade é que ele te inundasse
Assim como minha aura te abraça quando estás por perto
Assim como quero e não que tudo passe".
Eu sei que tudo passa...mas quando o tempo pacientemente vai removendo a areia e fazendo ressurgir os destroços das antigas civilizações...Meu Deus!Dá medo que esse turbilhão de emoções não cesse nunca!
Perfeito! Adorei!

Clara Vasconcellos disse...

Oi Leandro, estive lá no Movimento in Verso. Adorei os teus poemas. Parabéns!

Anônimo disse...

"Nesta terra, em se plantando, tudo dá."

Quem sou eu pra dizer o contrário...

Lindo espaço este seu.

Beijo meu,
Alice

www.asmaravilhasdopaisdealice.blogger.com.br

Anônimo disse...

Vindo de vc, é um presente.

Beijo e venha sempre,
Alice

moacircaetano disse...

Cara, adoro a forma como vc escreve!