11.8.08

Borra nenhuma

Pensei em versos
sobre a borra do café
anunciando o negrume
amargo dos meus dias
saborosos

seriam assim:
"enquanto eu tomava no c-
opo de requeijão o cafezinho
, pensava nela, quente:
viu quem te vê?"

mas a quem lesse soaria meio
vazio, esquisito, esse talvez prolixo,
ou pior, de comicidade vaga,
aquela poesia tida
contemporânea sem quê
nem porquê

ao invés, então, de jogar
com a paciência do leitor
ou a idéia no lixo
optei, por bem, por isso:
esculhambar tal teor.

24 comentários:

Mi disse...

hahahhahahhahahhaha
risos de manhã cedo! :)

Marcia Barbieri disse...

Adoro o uso do café na poesia, tbém uso constantemente na minha prosa, posso até sentir o cheiro e o sabor...se é cômico não sei, pra mim soa como saudade........

Beijos
Marcia Barbieri
Adorei sua visita no meu blog, volte sempre.

Aline Aimée disse...

Esculhambe à vontade! Também tenho minhas desconfianças com certas poesias ditas contemporâneas. Que bom que gostou do meu poema, Leandro. Então, tô a fim de comprar o teu livro. Como fazemos? Preciso conhecer mais da "nova poesia" e a sua tem me agradado.
Abraço!

Remo Saraiva disse...

Excelente esculhambação!!
Metapoemas sempre serão minha praia!

Abs,
REMO.

Anderson Cádor disse...

É quando a radicalidade perde o teor de vanguarda, Jardim...

Continuemos...

Anderson F. disse...

Muito bom, Jardim, adoro esta sua irônia crítica, excelente poema!

pianistaboxeador21 disse...

Negrume amargo,ótima sonoridade,além disso,forma uma imagem muito bonita.

Abraço
Daniel Lopes

Rayanne disse...

Sempre que nasce uma flor, lembro do Jardim. E corro aqui, ver os poemas ganharem cor. E tantas, cada vez mais bonitas! Como se as palavras fossem pétalas de amor.

**Estrelinhas saudosas**

Lua disse...

Amei isso, Leandro.
Pelo jeito o café vai te fazer falta.....
Bjs

J.F. de Souza disse...

Quando eu aprender a escrever assim, quem sabe, eu possa esculhambar tal teor...

Por agora, eu tomo no c-
opo de requeijão o cafezinho e...

Dauri Batisti disse...

O esculhambo ficou muito bom. Esculhambe mesmo.

Paula Jardim disse...

Bem esculhambado!!!!!!

Gostei......

; )

Deise disse...

Eu já adoro café, Jardim.
Agora, mais ainda.

Amei. E ponto.

Beijo.

Nadja disse...

Muito bom!
Aliás,como sempre!



bjosss

Sandra Regina de Souza disse...

A gente nunca deve mesmo jogar as ideias no lixo...rsrsrsrs... beijosssss

Karen disse...

Rss..muito bom mesmo. Tem coisas que só esculhambando. Eu, não consigo ainda esculhambar com tanta exceliencia então vou comecar a tomar café no copo de requeijão!

Múcio L Góes disse...

hahahaha... mto, mto bom, Jardan!!

'borra nenhuma"

=]

[]´s

Linda Graal disse...

é uma sempre delícia tomar versos teus! rss

beijo

Dayana Araujo disse...

muito bem optou ao esculhambar tal teor ^^
é sempre bom! ver tuas visitinhas no meu blog! =D
brigada moço!
bjuu

Yara disse...

saboroso...

linko, para redeliciar.

Duda disse...

hahah gostei bem desse, muito bem humorado
essa "poesia contemporânea sem quê nem porquê"... ta aí um ponto.

abraços!

Guru Martins disse...

Bacana sua escrita.
Apareça quando quiser no Balaio. Você será bem-vindo.

Grande abraço e sucesso!

Janelas Entreabertas disse...

a borra, a tradição de pré-dizer! quase é! excelente texto, muito bom!

Pavitra disse...


e esculhambou bem pra c-
afeinado... rs